Logística
Semana Nacional do Trânsito: 10 protocolos para quem vive da estrada
Entre 18 e 25 de setembro, o Brasil vive a Semana Nacional do Trânsito. Nesse ano, o tema “Desacelere. Seu bem maior é a vida” é um convite direto a cortar riscos no dia a dia na estrada. Abaixo, um guia rápido e funcional pensado para motoristas profissionais e gestores de frota, a nossa contribuição para essa semana tão importante!
1) Amarração de carga sem atalhos
Cordas e elásticos não podem ser usados como dispositivos de amarração. Use cintas, correntes ou cabos próprios, com pontos de ancoragem fixados na estrutura metálica do veículo (nunca na madeira). Em cargas indivisíveis, a amarração deve ter quatro terminais, e os dispositivos devem ser passados pelo lado interno das guardas laterais. Revise a tensão periodicamente durante a viagem.
Lembre-se de conferir as etiquetas das cintas (capacidade) e de usar cantoneiras/“mantas de atrito” para não cortar o material.
2) O triângulo tem um jeito certo de ser posicionado
Imobilizou? Acione o pisca-alerta e posicione o triângulo a pelo menos 30 metros atrás do veículo, perpendicular a via e em local visível. Em trechos de alta velocidade, chuva ou curva, aumente a distância para ampliar a percepção de risco por quem vem atrás.
3) Chuva forte e aquaplanagem: como reagir?
Reduza a velocidade antes de entrar na lâmina d’água. Se aquaplanar, não freie bruscamente nem esterce o volante: alivie o acelerador, mantenha as rodas alinhadas e recupere o controle com suavidade. Em chuva intensa, farol baixo aceso; pare somente em local seguro e use o pisca-alerta enquanto estiver parado.
Dica extra: evite poças profundas e estabilize a condução com comandos leves.
4) Utilize a regra dos 2 segundos
Marque um ponto fixo à frente (placa, poste, ponte). Quando o veículo da frente passar por esse ponto, conte “mil e um, mil e dois”. Se você passar pelo mesmo ponto antes de terminar a contagem, está colado demais. Em chuva/neblina, amplie para 3 segundos para ter uma margem maior.
Atenção: repita o teste sempre que mudar a velocidade, a faixa ou as condições de visibilidade.
5) “Banguela” é perigo e infração
Descer em ponto morto/desengrenado é proibido e reduz o controle do conjunto, sobrecarregando freios. Use sempre freio-motor e marcha adequada ao declive.
6) Acostamento é só para emergência
Circular no acostamento para “ganhar tempo” é infração gravíssima (multa com fator multiplicador) e bloqueia rotas de socorro. Use-o somente em caso de força maior e sinalize corretamente.
7) Pneus: troque pelo TWI, não pelo feeling
É proibido rodar com banda de rodagem abaixo de 1,6 mm ou com o desgaste no nível dos indicadores TWI. Pneus diferentes no mesmo eixo comprometem estabilidade.
8) Quando o farol baixo é obrigatório?
De dia, o farol baixo é obrigatório em túneis e sob chuva/neblina/cerração; à noite, sempre. Veículos com DRL (luzes de rodagem diurna) substituem o uso do farol baixo apenas nas condições diurnas previstas em lei — as regras de uso de luzes seguem no CTB, e as especificações técnicas de iluminação estão no Contran 970.
9) Lona não segura carga
A cortina lateral não é estrutura de contenção. A carga precisa de amarração e contenção próprias para impedir deslocamento e escorregamento. Também é proibido que a carga ultrapasse o painel frontal com risco de “escorregar” para a cabine.
Use travessas, trilhos, barras e cintas dimensionadas; aplique cantoneiras e anti-derrapantes entre palete/carga.
10) Retensionamento e inspeção em rota
Vibração, chuva e variação de temperatura relaxam cintas e correntes. A verificação periódica da amarração pelo condutor é exigida. Inclua isso no seu POP de viagem.
Dica: estabeleça pontos de checagem (p. ex., primeira parada programada) e registre reapertos para auditoria.
A SNT é mais que uma campanha: é uma chance concreta de reduzir sinistros, perdas e paradas não planejadas. O “segredo” não está no óbvio — está no detalhe técnico bem aplicado.
Na FF GR, segurança viária é compromisso. Compartilhamos protocolos baseados em normas e em fontes oficiais para que motoristas e gestores voltem para casa com o mesmo padrão com que saíram: inteiros.
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